Quando o dólar sobe, muita gente fica sem saber o que fazer. Vender? Comprar? Ficar parado? A resposta depende muito do perfil de cada investidor, mas há algumas estratégias que podem ajudar a proteger o patrimônio em momentos de volatilidade cambial.

Nos últimos meses, o real acumulou uma desvalorização relevante frente ao dólar, impulsionada por uma combinação de fatores externos — como a política monetária americana — e internos, incluindo incertezas fiscais e ruídos políticos.

Diversificação como proteção

A primeira recomendação dos especialistas é quase sempre a mesma: diversifique. Ter parte do patrimônio em ativos dolarizados — seja por meio de fundos cambiais, ETFs internacionais ou até mesmo contas em moeda estrangeira — pode funcionar como uma espécie de seguro.

"Não se trata de apostar na alta do dólar, mas de não estar totalmente exposto a um único cenário", explica um gestor de patrimônio consultado pela nossa equipe. Ele recomenda que investidores com perfil moderado destinem entre 10% e 20% da carteira a ativos com exposição cambial.

Opções para o investidor comum

Para quem não tem acesso a produtos sofisticados, existem alternativas mais simples. Os fundos cambiais disponíveis em plataformas de investimento permitem aplicar em dólar com valores a partir de R$ 100. Já os ETFs que replicam índices internacionais podem ser comprados diretamente na bolsa, como se fossem ações.

Outra opção são os títulos do Tesouro IPCA+, que protegem contra a inflação — muitas vezes correlacionada com a desvalorização cambial — e oferecem uma rentabilidade real garantida pelo governo federal.

O mais importante, segundo os especialistas, é não tomar decisões impulsivas baseadas no movimento de curto prazo do câmbio. "Quem tentou cronometrar o mercado cambial nos últimos anos quase sempre saiu perdendo", resume Marcelo Duarte.